domingo, 29 de março de 2009

"O Evangelho em 6 Minutos" - John Piper

video

O que é o Evangelho? [Pense...]


Recentemente fiz essa pergunta a uma pessoa que há mais de 20 anos professa a sua fé em Jesus. E pra minha surpresa, ela teve dificuldade em responder a pergunta mais básica da fé cristã. Se você tem essa dificuldade, preste atenção neste vídeo e guarde as suas palavras. Se você tem convicção sobre o que é o Evangelho, fundamente ainda mais essa verdade com a pregação de John Piper. Mas se você ainda não conhece esse Evangelho, ouça, se arrependa dos seus pecados e creia somente em Cristo Jesus como o seu Salvador que te salvará da ira vindoura de Deus no dia do evento mais terrível (para os incrédulos) e maravilhoso (para os que creêm no nome de Jesus) da História do homem: o Dia do Juízo. Isso é real e digo a verdade! Ainda há tempo, talvez 6 minutos para que você encontre a graça e a fé de Deus para a vida eterna no céu.


"Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego;visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé"


Rm 1.16,17

quinta-feira, 26 de março de 2009

"Leve e Momentânea" como, Paulo?


Leia e encare o sofrimento de Paulo.

... "Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas... Em Damasco, o governador preposto do rei Aretas montou guarda na cidade dos damascenos, para me prender; mas, num grande cesto, me desceram por uma janela da muralha abaixo, e assim me livrei das suas mãos" (2Co 10.13-33).

Mas antes de dizer isso, o apóstolo Paulo nos diz na mesma carta: "... a nossa leve e momentânea tribulação ..." (4.17).

A pergunta mais óbvia que devemos fazer neste instante é: como assim? Eu teria dificuldade em dizer "leve e momentânea" se tais sofrimentos acontecessem comigo. Precisamos ser honestos aqui! Não adianta lermos e não meditarmos nos versículos acima e não nos questionarmos em relação a postura do apóstolo. Por um acaso um naufrágio, sem a segurança que temos hoje, sem a comunição e os instrumentos de salvamento que dispomos (coletes, lanternas, botes, rádios e computadores, suprimentos) seria "leve"? Paulo disse que sofreu as agonias desse tipo de tragédia por 3 vezes!

Se oferecêssemos essa epístola para Freud analisar, certamente o diagnóstico sobre a saúde psicológica do apóstolo seria alarmante. Provavelmente Paulo, segundo os freudianos, fosse um psicótico ou uma pessoa muito doente emocionalmente, pois Freud observou em seus pacientes que muitas pessoas frequentemente ficavam assim, como Paulo, para escapar de uma realidade intoleravelmente penosa. Quando uma realidade externa ou interna se torna muito difícil de suportar, o paciente cria um mundo para si, teoriza o psicanalista em Esboço de Psicanálise.

Quanto ao quesito religião-sofrimento, suas idéias trilhavam o ateísmo, mesmo ele sendo um judeu. Freud usava o problema do sofrimento para atacar a premissa de que Deus abençoa os que obedecem à Sua vontade. Olhe ao seu redor, diz Freud, tanto o bom quanto o mau sofrem. Em A Questão da Visão de Mundo ele deixa isso mais claro: ".... as declarações da religião, que prometem proteção e felicidade, se ao menos cumprissem com algumas condições éticas ... [elas têm] se mostrado indignas de confiança. Não me parece possível que haja um Poder no universo que cuide do bem-estar dos indivíduos com cuidado paternal e leve todos os seus negócios a um final feliz ... Terremotos, maremotos, incêndios não fazem distinção entre o virtuoso e piedoso e o patife ou incrédulo".

Mas nós, os cristãos, não entendemos assim. E a pergunta que fica para você é esta: como devemos entender tais palavras de Paulo? Percebemos que o maior psicanalista que o mundo elegeu pensava e influenciou o mundo a pensar que o sofrimento é um problema em todos os sentidos e que a fé cristã não passa de um fuga para ele. E quanto a nós? O que pensamos?

Talvez você não esteja passando por uma aflição, por um momento difícil em sua vida. Mas saiba que esse dia mais cedo ou mais tarde virá e infelizmente muitos cristãos ignoram o sofrimento e se iludem com uma "teopsicologia" que prega uma felicidade sem dor. Buscam uma vida indolor (e para esses há igrejas especializadas nisso, como a Universal do Reino de Deus). Outros, não mergulham no assunto o suficiente para encontrar o verdadeiro sentido do sofrimento, entendendo-o da maneira como Deus quer que entendamos, ainda que isso seja um processo muito difícil e doloroso.

Precisamos encarar o problema do sofrimento e compreendê-lo em todos os seus níveis. Se pretendemos sofrer bem, a boa teologia é essencial. Mas nem mesmo a maior quantidade de boa teologia será capaz de tirar a dor do sofrimento (Dustin Shramek). Acredito que Paulo sofreu bem e por isso disse "leve e momentânea". Você é capaz de dizer o mesmo?

Medite e encare o seu sofrimento.

segunda-feira, 23 de março de 2009

"Arminianos, ouçam Armínio!"

A posição evangélica dominante nos dias de hoje identifica-se com o teólogo holandês Jacó Armínio, pelo que nos debates teológicos é designada como arminianismo. O que muitos não sabem é que Armínio era bem mais "calvinista" que os arminianos atuais imaginam ou gostariam de saber. Se eles soubessem o que ele escreveu a respeito de alguns assuntos importantes no debate sobre a salvação, poderiam não se tornar calvinistas, mas pelo menos seriam arminianos melhores.

Descobririam, por exemplo:

a) Que ele recomendava a leitura da obra de Calvino

"Depois da leitura das Escrituras..., e mais do que qualquer outra coisa,... eu recomendo a leitura dos Comentários de Calvino ... Pois afirmo que na interpretação das Escrituras Calvino é incomparável, e que seus Comentários são mais valiosos do que qualquer coisa que nos tenha sido legada nos escritos dos pais — tanto assim que atribuo a ele um certo espírito de profecia no qual ele se encontra em uma posição distinta acima de outros, acima da maioria, na verdade, acima de todos." (Carta escrita a Sebastian Egbertsz, publicada em P. van Limborch e C. Hartsoeker, Praestantium ac Eruditorum Virorum Epistolae Ecclesiasticae et Theologicae (Amsterdam, 1704), nº 101).

b) Que ele cria na doutrina da providência

"Nesta definição de Providência Divina, eu de forma alguma a privo de qualquer partícula daquelas propriedades que concordam ou pertencem a ela; mas eu declaro que ela preserva, regula, governa e dirige todas as coisas e que nada no mundo acontece acidentalmente ou por acaso. Além disto, eu coloco em sujeição à Providência Divina tanto o livre-arbítrio quanto até mesmo as ações de uma criatura racional, de modo que nada pode ser feito sem a vontade de Deus, nem mesmo as que são feitas em oposição a ela , somente devemos observar uma distinção entre as boas e as más ações, ao dizer, que "Deus tanto deseja e executa boas ações," quanto que "Ele apenas livremente permite as que são más." Além disto ainda, eu muito prontamente admito, que até mesmo todas as ações, sejam quais forem, relativas ao mal, que possam possivelmente ser imaginadas ou criadas, podem ser atribuídas ao Emprego da Divina Providência, tendo apenas um cuidado, "não concluir deste reconhecimento que Deus seja a causa do pecado." (Works, vol 1: The providence of God)

c) Que ele cria nos decretos divinos

"Os decretos de Deus são os atos extrínsecos de Deus, ainda que sejam internos, e, por essa razão, feitos pelo livre-arbítrio de Deus, sem qualquer necessidade absoluta . Todavia um decreto parece exigir a suposição de outro, a bem de uma certa conveniência de igualdade; como o decreto relativo à criação de uma criatura racional, e o decreto relativo à salvação ou condenação [dessa criatura] sob a condição de obediência ou desobediência. A ação da criatura também, quando considerada por Deus desde a eternidade, pode algumas vezes ser a ocasião, e algumas vezes a causa motriz externa de criar algum decreto; e isto de tal forma que sem tal ação [da criatura] o decreto não seria nem poderia ser feito. (...) Embora todos os decretos de Deus foram feitos desde a eternidade, todavia uma certa ordem de prioridade e posterioridade deve ser formulada, de acordo com sua natureza, e a relação mútua entre elas." (Works, vol 2: On decree of God)

d) Que ele cria na predestinação

"O primeiro na ordem dos decretos divinos não é o da predestinação, pela qual Deus preordenou para fins sobrenaturais, e pela qual ele resolveu salvar e condenar, declarar sua misericórdia e sua justiça punitiva, e ilustrar a glória de sua graça salvadora , e de sua sabedoria e poder que concordam com aquela mais livre graça.(...) Os eleitos não são chamados "vasos de misericórdia" na relação de meios para o fim, mas porque a misericórdia é a única causa motriz, pela qual é feito o próprio decreto da predestinação para salvação." (Works, vol 2: On predestination to salvation)

e) Que ele cria na imperdibilidade da salvação

"Embora eu aqui, aberta e sinceramente, afirmo que eu nunca ensinei que um verdadeiro crente pode, total ou finalmente, abandonar a fé, e perecer; todavia não nego que haja passagens da Escritura que me parecem apresentar este aspecto; e as respostas a elas que tive a oportunidade de ver não se mostraram, em minha opinião, convincentes em todos os pontos. Por outro lado, certas passagens são fornecidas para a doutrina contrária [da perseverança incondicional] que merecem especial consideração." (Works, vol 1: The perseverance of the saints).
De minha parte, ficaria muito feliz se os atuais arminianos firmassem posição com Jacó Armínio. Pois já estaríamos no lucro.


Autor: Clóvis
Fonte: http://cincosolas.blogspot.com/2008/08/arminianos-ouam-armnio.html

quinta-feira, 19 de março de 2009

“Espadas São Para Matar”

No tempo do Novo Testamento espadas não eram para cavar, raspar ou desossar. Elas existiam para matar. A única razão de Pedro só ter cortado a orelha de Malcon foi que ele errou (João 18.10). Mas Herodes não errou: “Ele matou Tiago, irmão de João, a espada” (Atos 12.2).Muitos santos têm sentido a força completa da espada: “Eles foram apedrejados, cortados ao meio, mortos a espada” (Hebreus 11.37). Assim foi e assim será: “Se alguém matar a espada, a espada será morto” (Apocalipse 13.10). É pra isso que existem espadas. Assim, quando Paulo chama a palavra de Deus de “espada do Espírito”, em Efésios 6.17, ele está sendo sério – alguma coisa deve ser morta. E não são pessoas.

Nós, cristãos, não matamos pessoas para divulgar nossa fé; nós morremos para fazê-lo. A ligação na mente de Paulo é esclarecida em Romanos 8.13. Se, pelo Espírito, mortificardes as obras da carne, vivereis. A palavra de Deus é a espada do Espírito. A espada é para matar. E, pelo Espírito, nós matamos nossas obras pecaminosas. Assim, eu concluo que o modo como nós mortificamos nossos pecados é pela espada do Espírito, a palavra de Deus. Todas as tentações para pecar têm poder pela mentira. Elas são “desejos enganosos” (Efésios 4.22). Elas nos dizem que o prazer do pecado vale a pena. O golpe mortal contra essas mentiras é o poder da verdade de Deus. Daí, a espada do Espírito, a palavra de Deus, é a arma a ser usada. Como disse John Owen: “Mate o pecado, ou ele matará você”; É para isso que existem espadas, especialmente a Bíblia.

By John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
por John Piper
Tradução: Pr. Maurício Andrade

Extraído do “Blog FIEL”: http://blog.editorafiel.com.br/2009/01/09/espadas-sao-para-matar

sábado, 14 de março de 2009

Os “Avivamentos” de Hoje Precisam de uma Reforma

“Avivamento refere-se a uma restauração na vida do cristão. Reforma refere-se a uma restauração à doutrina pura. Avivamento fala de uma vida levada à sua relação apropriada com o Espírito Santo; Reforma fala de um retorno aos ensinos da Bíblia” define Francis A. Schaeffer.

E ele continua dizendo em seu livro, “Morte na Cidade”, que “os grandes momentos da História da igreja vieram quando estas duas restaurações entraram simultaneamente em ação, de forma que a igreja voltou à doutrina pura e a vida dos cristãos na igreja conheceu o poder do Espírito Santo”. E então, Schaeffer conclui dizendo que “não pode haver avivamento verdadeiro a menos que tenha havido reforma; e a reforma não é completa sem avivamento”.

Concordo totalmente com ele e concordo também com o pr. Marcello de Oliveira, autor do Blog “A Supremacia das Escrituras”, quando assim ele disse na introdução de um post sobre o estado em que se encontra a igreja (vide artigo completo em: http://davarelohim.blogspot.com/2009/02/o-que-esta-acontecendo-com-igreja.html):

“Muitas pessoas buscam saciar sua fome espiritual na igreja, mas não encontram nela o Pão da Vida. Encontram muito do homem, pouco de Deus. Muito ritual, pouco pão espiritual. Muito da terra, pouco do céu. Estamos substituindo o Pão do céu por outro alimento. Os pregadores pregam para agradar, e não para desafiar. Dão palha em vez de trigo ao povo - Jr 23.28. Estão pregando saúde e prosperidade, e não sobre a cruz de Cristo. Pregam-se os direitos dos homens, não a soberania de Deus. Prega-se sobre libertação e não sobre arrependimento e conversão. Prega-se um outro evangelho e não o evangelho da graça.

Neste sentido o que vemos hoje é uma Igreja Católica querendo ser evangélica. Uma igreja protestante sem protestos. Uma igreja que se diz reformada, carente de uma urgente reforma. Umas igrejas evangélicas, distanciadas do verdadeiro Evangelho. Uma igreja carismática, com muito carisma e pouco caráter. A igreja gloriosa precisa de santos nos púlpitos e nos bancos. Não de santos beatificados e canonizados depois de mortos, mas de santos vivos, audíveis, visíveis, palpáveis, nos seminários, nas ruas, nas faculdades, no trabalho, na família - exalando o aroma de Cristo! Aleluia! Afinal, você deve estar se perguntado: O que está acontecendo com esta igreja gloriosa que Paulo falou em Efésios 5.27 ?”

O reverendo Augustus Nicodemus disse a mesma mensagem, mas com um outro tom, em seu recente livro, “O Que Estão Fazendo Com A Igreja”, um dos frutos do Blog “O Tempora, O Mores!”:
“É minha convicção que o evangelicalismo brasileiro está chegando a uma etapa que prenuncia seu fim. Com seus pastores e mestres minados pelo liberalismo teológico presente em seminários e escolas de teologia, com seus membros contaminados pelo pragmatismo e pelo relativismo neopentecostais, pouco tempo lhes resta, pois essa dose dupla é fatal. A menos que um poderoso movimento de reforma ocorra, os evangélicos irão finalmente sucumbir à agenda de liberais, neo-ortodoxos, libertinos e neopentecostais, gerando um outro movimento e uma outra igreja no Brasil, bem distintos da igreja evangélica que evangelizou o país em tempos idos” .

Precisamos de uma Reforma! Não há nada que indique que estamos passando por um verdadeiro avivamento ou, como dizem, “onda do Espírito” no Brasil!! Oremos, meu irmão, minha irmã, assim como o salmista no Salmo 126.4: “Restaura, SENHOR, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe”. Essa é a verdadeira oração por Reforma e Avivamento espirituais.

“Restaura, SENHOR”. Amém!

quarta-feira, 11 de março de 2009

"Se é Gospel Pode"

Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. (MATEUS 5: 13-16)

Somos a geração gospel. O cristão não pode fazer quase nada que o mundo faz. Mas, se for gospel pode. Esse é o pensamento de muitos jovens e adolescentes evangélicos. Com isso o mundo tem contaminado a mente de nossos jovens e invadido a igreja. O texto abaixo mostra claramente o estilo de vida que nossa geração está vivendo. Leia e comente, defenda e refute as palavras que seguem:

"Se é gospel pode "

"Acordei esta manhã e fiz minha prece gospel, liguei o som e botei um cd de punk-rock gospel enquanto colocava minha vestimenta gospel. Então saí para dar um rolê gospel.

Na banca de jornal comprei uma revista de games gospel e outra de fofocas gospel, e fui lendo enquanto viajava de ônibus até o centro da cidade, onde teria uma "parada" gospel com uns amigos skatistas. Parei de ler quando reparei em uma mina gospel, muito gatinha, de piercing gospel, calça e mini-blusa gospel. Comecei ali mesmo no buzão uma paquera gospel e perguntei à brotinha gospel se queria ficar comigo. Ela, como "ficante" gospel topou. Convidei-a então para tomarmos um drink gospel em um barzinho gospel super badalado que conheço. Depois fomos a um cinema gospel, onde no escurinho podia então dar uns amassos gospel nela. Mão gospel boba pra cá, mão gospel boba pra lá, estávamos a mil. Então depois do cine resolvemos ir até uma balada gospel descarregar nossa adrenalina toda em uma danceteria gospel.

Yeah! Demais!

Escureceu e não deixei ela ir pra casa. Convenci ela que sendo eu um cara gospel, não iria só "ficar" com ela, mas que logo-logo assumiria um namoro gospel. E com base nessa promessa a convenci a esticarmos nosso programa gospel, levando-a até um hotel gospel onde fizemos um amorzinho gospel. Acompanhei ela depois até em casa, e ela me convidou para entrar. Conheci seus pais, crentes liberais, não muito gospel, mas gente-fina! Subimos até o seu quarto pois ela queria me mostrar seu cantinho gospel. Notei nas paredes pôsteres de seus artistas gospel preferidos e ela mostrou-me sua coleção de cds de reggae gospel, rap gospel e música eletrônica gospel. Enquanto ela foi até o banheiro, dei uma lida em seu diário gospel e vi que ela registrava todas as suas aventuras gospel com os carinhas gospel que conhecia. Fiquei imaginando que o meu nome e o que eu fizesse, preencheria as próximas páginas daquele caderno gospel.

Ficamos conversando até tarde e ela convidou-me a dormir na casa dela. Liguei pra minha mãe para avisar e ela embaçou na minha, porque não é gospel, é crente caretona. Gastei saliva para conseguir sua aprovação, garantindo que a noite seria completamente gospel e tranquilizei-a. Trancamos a porta do quarto, acendemos um baseado gospel, curtimos uma viagem gospel em nossos delírios e depois fomos dormir, ela de roupa íntima gospel e eu, uma vez que não tinha outra roupa na mochila, fui pra cama só de cuecão gospel mesmo. Só então é que reparei em uma tatuagem gospel que ela tinha na virilha, muito louca.

De madrugada acordei e vomitei um pouco, o que, despertou-a. Então ligamos o chuveiro e tomamos um banho gospel quentinho. Carícia gospel pra cá, carícia gospel pra lá, não preciso dizer que acabamos fazendo um "sexozinho" gospel novamente. Que delícia!

Adoro esse negócio de ser gospel. Coitados dos meus pais crentes e de meu irmão evangélico mais velho... na época deles não existia ainda esse estilo de vida gospel com total liberdade. Faço o que quero, sem problemas, afinal se é gospel pode! De fim-de-semana, enquanto meus pais vão na igreja, eu vou pegar onda gospel, ou vou pro "louvorzão" e aos points gospel zoar e azarar com meus gospel friends. Cada um na sua! Minha mina é gospel, meus programas, o que compro, o que consumo, tudo é gospel, logo, não estou pecando certo? Afinal de contas eu sou jovem e tenho que aproveitar a vida!"

Será que de fato tudo o que o mundo classifica como gospel agrada a Deus?

“ Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas” (Eclesiates 11.9).
Obs. Post retirado da net!

domingo, 8 de março de 2009

2 Farsas Clássicas que Ainda Persistem nos Livros Didáticos (1 de 2)

Livros são armas intelectuais. A influência que podem causar é às vezes sentida em um período de milênios tamanho o seu impacto numa sociedade. Livros são idéias com propósito e são a fonte de grande parte da informação disponível no mundo. No entanto, nem toda informação publicada na forma de um livro é confiável. Certamente, vivemos dias semelhantes aos que Isaías descreve, no Capítulo 5, verso 20: "Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!".

Portanto, precisamos ser críticos quanto àquilo que lemos ou ouvimos, pois informação não confiável é uma arma destrutiva contra uma sociedade, porque esta fica presa a mentira e toda mentira produz o engano e a desordem. Infelizmente a Ciência não está livre de farsas. Vejamos duas dessas farsas que ainda persistem nos livros didáticos.

A primeira delas é a Lei Fundamental da Biogenética ou Lei Biogenética[1], anunciada pelo famoso biólogo naturalista e filósofo alemão Ernst HAECKEL (1834 – 1919), considerado um dos pesquisadores mais impressionantes de seu tempo. Essa Lei exprimia a máxima de que “a ontogênese é a recapitulação da filogênese”. Em outras palavras, os estágios embrionários dos vertebrados lembrariam a história da teoria evolutiva, conforme a figura abaixo.

Phillip E. Johnson diz que a definição de homologia[2] feita por Darwin refletiu uma crença muito difundida entre os evolucionistas de que essa Lei constituía uma evidência para a validação da teoria evolutiva. Mas, em relação às imagens dos embriões, estas foram desacreditadas pelo próprio HAECKEL como um argumento científico, conforme ele próprio escreveu em um jornal, “Berliner Volkszeitung”, de 29/12/1908:

“... quero começar confessando com arrependimento que uma pequena parte de minhas numerosas fotografias de embriões é realmente falsificada – refiro-me a todas aquelas nas quais o material de observação existente é tão incompleto ou insuficiente que, na produção de uma cadeia de desenvolvimento coerente, somos obrigados a preencher as lacunas por meio de hipóteses”.

Reinhard Junker e Siegfried Scherer ainda nos diz que este pedido de desculpas não corresponde a toda a verdade, pois no século XIX, anatomistas contemporâneos como v. BAER, RATHKE (1793-1860), REICHERT (1811-1883), KOLLIKER (1817-1905) ou HIS (1831-1904) forneceram em seus trabalhos sobre Embriologia dos vertebrados ou do ser humano fatos que HAECKEL simplesmente desconhecia ou não levou em consideração, a fim de poder apresentar sua visão das coisas sem contradição.

Johnson conclui dizendo que embriões recapitulando formas ancestrais adultas ou, especificamente, seres humanos passando por estágios de peixes e répteis, por exemplo, nunca foram apoiadas pela evidência, e que os embriologistas descartaram isso em silêncio. Porém, a Lei da Biogenética era tão agradável teoricamente que gerações de estudantes de biologia aprenderam isso como fato.

E ainda aprendem! Eu podia citar qualquer livro, mas escolhi um que usei para os meus estudos na época do meu vestibular e que agora o meu irmão também faz o seu uso. No livro “Biologia Hoje – Volume 3”, dos autores Sérgio Linhares e Fernando Gewandsznajder, 10ª edição, um dos livros sobre Evolução muito adotado entre os professores de segundo grau, encontramos a seguinte “evidência” no capítulo 11, página 194:

“Peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos são muito diferentes quando adultos, mas seus embriões são bastantes semelhantes. Por que isso acontece? Novamente estamos diante de uma evidência em favor da evolução. A explicação é que todos esses animais descendem de um ancestral comum. A partir de uma organização básica, que aparece no embrião, surgem novos órgãos, adaptados ao modo de vida do adulto. O que a evolução faz é “aproveitar” uma estrutura preexistente, modificando-a lentamente ao longo do tempo...A embriologia comparada permitiu a descoberta de parentesco entre espécies.”. Logo abaixo desse texto está a figura que HAECKEL produziu, mesmo já se passando mais de 100 anos após a sua confissão pública de adulteração das fotos.

Qual o por quê disso? Porque será que ainda encontramos nos livros didáticos supostas evidências a favor da teoria naturalista de Darwin que já foram desacreditadas pela própria comunidade científica? O que está por trás dessa posição afoita dos livros de biologia? Paira no ar uma neblina misteriosa envolta num clima de religião e não de ciência...

No próximo post, comentaremos a segunda farsa clássica da teoria naturalista evolutiva.


1. Lei Biogenética: “A ontogênese, ou o desenvolvimento dos indivíduos orgânicos como a seqüência de alterações da forma pela qual todo organismo individual passa durante toda a sua existência, é diretamente condicionada pela filogênese, ou o desenvolvimento do filo (Phylon) orgânico ao qual o mesmo pertence”. “A ontogênese é a recapitulação curta e rápida da filogênese, condicionada pela função fisiológica da hereditariedade (procriação) e adaptação (nutrição)” (HAECKEL 18866, S. 300). Não se encontra qualquer definição clara de HAECKEL sobre essa Lei. Em suas inúmeras obras existe uma multiplicidade de formulações com complementações e restrições. Em 1866, HAECKEL apresentou suas opiniões pela primeira vez na “Morfologia Geral dos Organismos” (Vol. II, p. 300 e s.) sob o título “Teses do Nexo Causal do Desenvolvimento Biôntico e Filético”. Em 1872 ele elevou essas teses à Lei Fundamental da Biogenética (Die Kalks – chwamme – Calcispongae, Berlim 1872).

2. Homologia: “Na Biologia distinguem-se duas formas de semelhança: Homologia e Analogia. O conceito de Homologia tem definições bastante diversas, nas quais, em parte, já está assimilada uma interpretação. Por conseguinte, deve-se distinguir entre definições analíticas ou descritivas e definições históricas. Desse modo, DIEHL (1980, p. 24) faz a seguinte definição analítica: Homologia é a equivalência de estruturas no plano construtivo de diversos seres vivos. Em outras palavras, é o estudo de semelhanças anatômicas entre espécies. Por exemplo, estudando os detalhes da anatomia do braço de um homem, da nadadeira do golfinho e da asa do morcego vemos que apesar de terem funções diferentes esses órgãos apresentam o mesmo “padrão de construção”. Isto é, mostram uma arrumação de ossos, músculos e nervos muito semelhantes. Para os evolucionistas, tais semelhanças indicam que esses órgãos evoluíram a partir de um mesmo órgão – a pata- que se adaptou a funções diferentes.

sábado, 7 de março de 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

Carta de Martyn Lloyd-Jones: "A Dificuldade em Ser Calvinista"

Uma breve descrição desse gigante chamado Lloyd-Jones: Nascido em Gales do Sul, o Dr. Lloyd-Jones fez treinamento prático no Hospital S. Bartolomeu (St. Bartholomew`s Hospital) e depois exerceu a medicina e foi assistente do famoso Lorde Horder. Após renunciar à medicina em 1927, foi pastor de uma igreja presbiteriana galesa em Abevaron, em Gales do Sul. Lá permaneceu até 1938, quando se mudou para Londres, para partilhar do pastorado da Capela de Westminster, em Buckingham Gate, com o Dr. G. Campbell Morgan, que se aposentou em 1943. Esse pastorado durou 30 anos, até que Dr. Lloyd-Jones se aposentasse em agosto de 1968. Empenhou-se então num ministério de pregação mais amplo e em escrever, até pouco antes da sua morte, ocorrida em 1981. Certamente ele foi um dos grandes heróis da fé e na opinião de muitos, inclusive minha, o maior expositor da Palavra no século 20, deixando uma vida de amor a Deus escrita em seus inúmeros livros e cartas.


Praça Vincent, 12
22 de setembro de 1939

Minha querida Bethan,

Suas cartas chegaram sem dificuldade às minhas mãos esta manhã. É óbvio que Elizabeth está se acomodando. Fico pensando se haverá algum modo de ela poder fazer latim e geometria o suficiente para mater-se no nível da classe. Mas aí, sem dúvida, eles terão algum meio de enfrentar o problema. Nada de importante para relatar daqui, desde que lhe escrevi ontem. Escrevi a resenha do livro de D. R. Davies; provavelmente estará no Christian World na próxima semana. Estive dizendo a Douglas Johnson ontem que é muito difícil ser calvinista nos dias atuais. É como se a gente tivesse que discordar de todo o mundo – criticando evangélicos e gente como D. R. Davies, Brunner, etc., etc., igualmente. Apesar disso, porém, é evidente que o calvinismo é um sistema perfeito, com ensino sobre todos os aspectos da verdade.
Vin acabou de partir para Hereford. Hoje ele viu que tinha que estar de volta domingo à noite, devido a alguma incumbência para segunda de manhã. Por isso ele resolveu ir esta noite, para ter uma noite extra, ou melhor, para não perder uma! O gás, a eletricidade e o telefone estão todos desligados no n 24 (na casa de Vincent), mas mesmo assim, terão de pagar o imposto predial. A diferença, em Londres, entre esta guerra {Segunda Gerra Mundial} e a anterior é incrível. A melhor coisa que já fizeram foi a aprovação da Lei da Conscrição. Não há nenhum dos comícios de alistamento e nada da estúpida agitação da primeira guerra, e se vêem muito poucos soldados por aí.
Penso em você preparando o café da manhã etc., quando me levanto e faço alguns exercícios de manhã. Será muito fácil para mim ajustar-me aos seus preparativos na próxima semana, quando vou estar com você.

Todo o meu amor à garota mais querida do mundo,
Sempre seu,
Martyn


Carta extraída do livro “D. Martyn Lloyd-Jones: Cartas 1919~1981”, editora PES, pág. 74 e 75.